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lunedì 30 maggio 2011

MEU SANGUE AZUL TINTEIRO EM POESIA

A poesia é como um riacho,
Leito de verbos
Que o mel adoça,
Onde a alma do poeta se banha,
Sob os primeiros raios
Do amor derramado
Ao quebrar de toda manhãzinha.
Sei que amar/é/linha
De sol, amar-elo,
Um deitar manhoso,
Manso abrindo janelas à imensidão,
No remanso das palavras
Que se prestam ávidas
À soberana manha
Do sentir, arte e ofício.
Poesia é unir/verso,
É perfume visível
Que não desaparece
Quando entranha na pele.
É devoção, poder, paixão tamanha.
Poesia é meada,
É fio de esperança que se alinha
No equilíbrio de um pote sagrado
Sustentado na cabeça
Sob a rodilha
Do  eterno cio
De um rio onde
Se fecundam sonhos,
Mesmo que salobros sonhos,
A duras penas fertilizados
Em versos testemunhos.
Poesia é magia e potestade,
Que singra horizontes por dentro
Da carne viva do coração
Que se esvai sem medo,
E fortalecido se dobra
Até à boca do céu
E desce encarnado,
E cobre de azul tinteiro
A nobre veia do poeta,
Querendo fazer
Um pacto de sangue
Multicolorido.

(João Ludugero)

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